quinta-feira, novembro 22, 2018

deserto

O calor está no extremo
As cinzas no chão
As mãos estão dadas
Os olhos fechados

Gravetos queimam
Castelos se erguem
Sonhos nascem
Sorrisos crescem

O orgulho é forte
Os joelhos fracos
Os olhos estão abertos
A água cai

A fogueira nunca apaga
Corações de madeira
Cinzas nos olhos.
queimado e com frio.

segunda-feira, novembro 19, 2018

O Oriental

Eu não me lembro
Eu não queria lembrar
Banana caramelizada e chá
Hashis pratos, quantos?
Eu não me lembro.

Domingo? Sábado!
Uma passada no mercado, 
no mesmo local
Chocolates, livros
Quais?
Eu não me lembro

Breve passeio a tabacaria
Aquela que ficava na revistaria
Charutos que não comprava
O olhar sobre minha saúde
O nome e as marcas?
Eu não me lembro

Mas eu me lembro da mesa
Eu me lembro dos pratos
Eu me lembro dos hashis
Eu me lembro da banana caramelizada
Mas o final?
Eu não me lembro.
...como se fosse ontem.


terça-feira, outubro 30, 2018

malaguena


O silencio da noite
Um copo ou dois pra acompanhar
Um violeiro mexicano no aparelho
Um amor antigo no peito
Uma lagrima seca na camiseta

tiro ao


Querida eu tenho tentado nadar ate a superfície
Mas meus braços estão cansados demais
Então eu tento boiar
Mas meu peito está pesado demais

Eu vi o abismo,
eu flertei
eu ajudei,
 eu estive La e voltei
Eu
Me sinto leve com todas essas pedras
Eu me sinto pesado com tantas correntes
Eu poderia correr
Poderia voar
Poderia me esconder
Todo soco que dou atravessa meu queixo

Eu tentei rasgar os mantos mas são grossos
Eu tentei quebrar cadeados mas são pesados

Eu poderia me esconder
Poderia fechar os olhos
Poderia fingir

Toda liberdade pela qual lutei darei a você.

E quando poeira virar carne
estarei La de novo
E quando lagrimas forem dentes  
estarei La de novo
E quando estivermos juntos estarei La de novo




Coração de papel

         Me diga quantas dobras tem seu coração
De que árvore saiu cada veia,
Sem sangue só seiva
Que vento que direção
Te faria voltar

Maldito planador
voar tão longe
Com quanto tempo farei
Outro origami

Que caia a chuva não irei molhar
Que pegue a fogo o mundo
        não deixarei queimar
Ninguém mais vai rasgar
Meu peito de papel
...de novo