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sexta-feira, março 28, 2014

Absintonize



Acho que ela quer um pouco de ar
ajudaria se eu escalasse um pouco mais.

seus olhos se perdem semi-cerrados 
não seja assim, disfarce essa raiva.

Acho que ela não me ama
ajudaria se ela fosse logo de uma vez
e seus olhos brilham de ódio 
e sua pele está tão fria
aqui.

Acho que ela quer partir
ajudaria se eu a deixasse ir
mas suas pés e os meus estão tão atados
que nunca saberemos nos desamarrar

seus olhos me encaram com fogo
inferno
eu amarei você de novo.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Amor ao Claustro.

Paredes.
Paredes.
que sustentam meu teto.
paredes.

Paredes, paredes
que parelham a casa,
paredes.

Paredes me vem.
Paredes.
Paredes se tem, paredes.

Sou só entre paredes,
sou pequeno, pois há paredes.
´Paredes me tocam, paredes me beijam.
Paredes.

Este texto é escrito também para participar do grupo Céu Literário, o qual pode ser encontrado no Facebook e também no seu próprio Blogspot.
O Tema eleito deste mês é "fobias", e serão todos linkados abaixo a medida que forem sendo escritos.. até mais caro leitor

terça-feira, novembro 05, 2013

Pinata

Coração de pinata
Parece uma coisa
Essa mania de nutrir o obeso e mórbido, insaciável. 
É sem dúvida cruel ser que sou.
Dotado de maldade e amor, vou a ti, tirar-te de ti.


Atrevido sou, atando as mãos do acaso, bendizendo o destino teu.
Enquanto me glorifico como um deus,
 e não sou, 
tenho por vergonha externa, publica e simpatizante de muitos reis, apenas a ilusão do livre arbítrio.
De pancada em pancada arrombei meu coração, só pra ver o doce sair.


Pinata sou.

O que posso dizer-te neste chulo português?
Prepotente homem, deus grego sou.
Mas se bem sabes, mau sei reagir a tua voz.
Sou apenas um homem com medo, 
um garoto chorando após o pisoteio de muitos formigueiros e, 
com dor descobrir, que as picadas lhe são humilhantemente ardidas.


Pinata sou amor.
Bata em meu coração
Faça o bater
Mostre me o que é 
Acerte-me 
E não me machuques mais.


quinta-feira, outubro 10, 2013

Sininho


Olá dama do lago, olá ser reluz.

Não ouso dizer-te o nome, não quero viver-te .
não quero rimar-te, não ouso errar-te.
não ouso, não ouso.

As vitórias-régias são palco do teu rosto, pois até verde já te revestistes.
De paixões mal resolvidas fizestes o chão de teu peito.
Na luz de minh'alma encontras morada.
Neste português chulo e pretenso, fazes valsa.

Voa, voa.

O ouro que escorre-lhe os olhos, dominam-me de paz e lascívia.
Lascívia sim! Não sou santo! 
São horas dedicadas a tua captura, só para escapardes mais uma vez.
Não te enganes doce branca, nunca fostes minha.
Não ouso ousar-te, não ouso amar-te, mais que a ti.

São sinos? são sinos!

Também vistes em mim o criador.
E certo estarão teus instintos.
Não ouso capturar-te ser.
Voe de mim como sempre e some.
Me faço por ti o solitário pronome: Teu.


quinta-feira, setembro 26, 2013

Girassol Dourado





A girassol, que que segues na manhã girassol? Que te perco do olhar nessa luz, que emana do olhar.

A, girassol, que é que somos na verdade afinal? Sou erva selvagem , e, amanhã virei de novo te ver.
A, essa luz que tu persegues, nem te deixa presa ou livre, nem sabes bem que eu, pobre seu, sempre teu, nasci só pra te amar.

Ah, coração, que almejas da sementes o sabor, que credita amor ao labor, de tanto amar.
Ah, se eu soubesse que essa tua luz me faria a falta um dia, eu seria, sempre fria nuvem a apenas caminhar.

A, girassol, a poesia esta tão linda, mas as lágrimas já são findas, e esse amor, me dói, me corroí, me destrói  Onde esta você?

Ah, amar é tão suave e o amor sempre valente, poe de joelhos os gigantes. E assim, girassol, terminei meu chorar, meu cantar só pra dizer que, é, você, que eu, sempre amarei.


Ah, meu jardim, eu plantei tanta coisa e agora eu sei, não há espaço para o amor, não há rumor que possa dar-me esperança. Eu corri, descalço por muito tempo, mas agora, resolvi parar e, não tenho mais semente alguma, todo amor já brotou.



Ah, coração, essas coisas acontecem e sabemos bem. Ah meu amor, tu que vês meu olhar com ternura.

Ah, essas poesias, essas noites frias, esses temas.
Quem sois, meu girassol, quem plantou-te em ti, a minha solidão?

E mesmo assim, não há fim, pra essa dor, nem pra você nem pra mim.
e saberá dizer, que eu reguei você, com carinho, antes do sol se pôr.



sexta-feira, setembro 06, 2013

Três passos para o paraiso


você me deu três beijos de inverno.
E três pedras tive em minhas mãos,
e as três da manhã eu te esperava
Foram três anos de amor 
três anos fora da prisão.

Você me deve três tempos pra pensar,
e foram três magníficos verões,
e três anos registrei-te em minha alma.
Foram tempos belos , tempos vagos, tempos lindos
tempos lidos,
três reais belas ilusões.

Você me deu mais de uns três mil abraços.
E eu roubei outros três mil a mais.
E esperei por ouvir as três palavras,
que comandaram minha vida inteira, por três anos,
Que nunca deixarei passar.





Aos leitores: Este poema pode ser apenas um poema, sem declarações ou indiretas, ou não.

quarta-feira, julho 17, 2013

fadas

Ela entra no café com a roupa daquela cor que ele gosta, ou talvez ele goste, ele não enxerga todas as cores, mas veem os cortes as costuras, se acha um critico. Ela senta junto às outras pessoas, olhares trocados, confissões silenciosas, como sempre.
Ela será sempre sua? É uma dádiva ou uma maldição?
Ela esta com ele, tão perto, tão longe, tão clichê!
Ela diz esta na hora de ir, ela diz esta na hora de irmos. Tudo é uma questão de interpretação. A coruja esta aposta para ver cada palavra codificada. Seres mágicos, aves, e tudo o mais compete pela atenção de um autor.

O que é o amor?

O que é o amor?