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segunda-feira, novembro 11, 2013

Ser

O ser que tu és e nasceu pra ser.
Deixou marca grave em meu peito.
deixou cor de paz e a tomou em próprios poemas, ah tu.

O ser que tu és, enfeitiçou-me sem querer.
Corri-lhe lado a lado em segredo,
florestas e bosques, onde estás?

O ser que tu és, e sempre será.
Não me importo em sofrer de ausência, da saudade solitária.
Nunca reciproca .

O ser que iluminou meu bosque voou.
Foi-se morar longe de mim
Foi ouvir meus berros, minhas conjuras...
e nunca responder.

Os sinos de tuas asas tocam-me todo dia
lembra-te de mim ó ser
o ser que tu é roubou com tal força a saudade que consome.
Estou fraco nu e triste.
Tenho medo até de teu nome.
o ser que tu és.
és para mim.
e espero que logo não sejas mais.

Este texto foi escrito para o tema do mês de novembro do grupo céu literário, também encontrado no facebook Aqui

a medida que outros textos forem publicados, os mesmos serão aqui postados(rimei!)

terça-feira, novembro 05, 2013

Pinata

Coração de pinata
Parece uma coisa
Essa mania de nutrir o obeso e mórbido, insaciável. 
É sem dúvida cruel ser que sou.
Dotado de maldade e amor, vou a ti, tirar-te de ti.


Atrevido sou, atando as mãos do acaso, bendizendo o destino teu.
Enquanto me glorifico como um deus,
 e não sou, 
tenho por vergonha externa, publica e simpatizante de muitos reis, apenas a ilusão do livre arbítrio.
De pancada em pancada arrombei meu coração, só pra ver o doce sair.


Pinata sou.

O que posso dizer-te neste chulo português?
Prepotente homem, deus grego sou.
Mas se bem sabes, mau sei reagir a tua voz.
Sou apenas um homem com medo, 
um garoto chorando após o pisoteio de muitos formigueiros e, 
com dor descobrir, que as picadas lhe são humilhantemente ardidas.


Pinata sou amor.
Bata em meu coração
Faça o bater
Mostre me o que é 
Acerte-me 
E não me machuques mais.


quinta-feira, julho 18, 2013

O martelo da vida

Música escrita para minha banda de nome ainda indefinido, sobre um homem a quem chamam Fabian.




Pode vir também eu nunca tive medo, não podem me tocar de onde eu vim.
As minhas dracmas vão me defender
E o sol da manhã deve me bastar, por todo dia, que eu andar sobre esta terra fria e vazia
Quem sou ?

Dono de ninguém
Quem sabe de mim mesmo eu posso até partir,mas vocês lembrarão de mim!
Como o portador do martelo dos deuses.
E o gelo não se amontoa... mais, sobre as minhas preces
São os teus cabelos carregados de vermelho
Derreteram o meu coração
E quando eu acordar, desse transe
Pegue o que ficou e o que foi
Pague os mercadores de almas, eu estarei no chão
Mas vou me levantar
Eu sou e sempre serei
O gigante da montanha azul
Mas desta vez abandonarei meu lar

Pegue a minha mão.
Vamos começar
Um lugar melhor pra se viver
Eu e você, e todos mais que sabem morrer em paz
Vamos todos aprender a derreter.

Toque meu coração!
Toque em minhas mãos

Você pode me salvar....